Resumo da TV Nacional

Postado em Não categorizado em 14/04/2012 por Dom JJRastero

Por Dom Henrique Soares, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Aracaju-SE

A situação é extremamente preocupante: no Brasil, há uma televisão de altíssimo nível técnico e baixíssimo nível de programação. Sem nenhum controle ético por parte da sociedade, os chamados canais abertos (aqueles que se podem assistir gratuitamente) fazem a cabeça dos brasileiros e, com precisão satânica, vão destruindo tudo que encontram pela frente: a sacralidade da família, a fidelidade conjugal, o respeito e veneração dos filhos para com os pais, o sentido de tradição (isto é, saber valorizar e acolher os valores e as experiências das gerações passadas), as virtudes, a castidade, a indissolubilidade do matrimônio, o respeito pela religião, o temor amoroso para com Deus.

Na telinha, tudo é permitido, tudo é bonitinho, tudo é novidade, tudo é relativo! Na telinha, a vida é pra gente bonita, sarada, corpo legal… A vida é sucesso, é romance com final feliz, é amor livre, aberto desimpedido, é vida que cada um faz e constrói como bem quer e entende! Na telinha tem a Xuxa, a Xuxinha, inocente, com rostinho de anjo, que ensina às jovens o amor liberado e o sexo sem amor, somente pra fabricar um filho… Na telinha tem o Gugu, que aprendeu com a Xuxa e também fabricou um bebê… Na telinha tem os debates frívolos do Fantástico, show da vida ilusória… Na telinha tem ainda as novelas que ensinam a trair, a mentir, a explorar e a desvalorizar a família… Na telinha tem o show de baixaria do Ratinho e do programa vespertino da Bandeirantes, o cinismo cafona da Hebe, a ilusão da Fama… Enquanto na realidade que ela, a satânica telinha ajuda a criar, temos adolescentes grávidas deixando os pais loucos e o futuro comprometido, jovens com uma visão fútil e superficial da vida, a violência urbana, em grande parte fruto da demolição das famílias e da ausência de Deus na vida das pessoas, os entorpecentes, um culto ridículo do corpo, a pobreza e a injustiça social… E a telinha destruindo valores e criando ilusão…

E quando se questiona a qualidade da programação e se pede alguma forma de controle sobre os meios de comunicação, as respostas são prontinhas: (1) assiste quem quer e quem gosta, (2) a programação é espelho da vida real, (3) controlar e informação é antidemocrático e ditatorial… Assim, com tais desculpas esfarrapadas, a bênção covarde e omissa de nossos dirigentes dos três poderes e a omissão medrosa das várias organizações da sociedade civil – incluindo a Igreja, infelizmente – vai a televisão envenenando, destruindo, invertendo valores, fazendo da futilidade e do paganismo a marca registrada da comunicação brasileira…

Um triste e último exemplo de tudo isso é o [insistente] programa da Globo, o Big Brother (e também aquela outra porcaria, do SBT, chamada Casa dos Artistas…). Observe-se como o Pedro Bial, apresentador global, chama os personagens do programa: “Meus heróis! Meus guerreiros!” – Pobre Brasil! Que tipo de heróis, que guerreiros! E, no entanto, são essas pessoas absolutamente medíocres e vulgares que são indicadas como modelos para os nossos jovens!

Como o programa é feito por pessoas reais, como são na vida, é ainda mais triste e preocupante, porque se pode ver o nível humano tão baixo a que chegamos! Uma semana de convivência e a orgia corre solta… Os palavrões são abundantes, o prato nosso de cada dia… A grande preocupação de todos – assunto de debates, colóquios e até crises – é a forma física e, pra completar a chanchada, esse pessoal, tranqüilamente dá-se as mãos para invocar Jesus… Um jesusinho bem tolinho, invertebrado e inofensivo, que não exige nada, não tem nenhuma influência no comportamento público e privado das pessoas… Um jesusinho de encomenda, a gosto do freguês… que não tem nada a ver com o Jesus vivo e verdadeiro do Evangelho, que é todo carinho, misericórdia e compaixão, mas odeia o fingimento, a hipocrisia, a vulgaridade e a falta de compromisso com ele na vida e exige de nós conversão contínua! Um jesusinho tão bonzinho quanto falsificado… Quanta gente deve ter ficado emocionada com os “heróis” do Pedro Bial cantando “Jesus Cristo, eu estou aqui!”

Até quando a televisão vai assim? Até quando os brasileiros ficarão calados? Pior ainda: até quando os pais deixarão correr solta a programação televisiva em suas casas sem conversarem sobre o problema com seus filhos e sem exercerem uma sábia e equilibrada censura? Isso mesmo: censura! Os pais devem ter a responsabilidade de saber a que programas de TV seus filhos assistem, que sites da internet seus filhos visitam e, assim, orientar, conversar, analisar com eles o conteúdo de toda essa parafernália de comunicação e, se preciso, censurar este ou aquele programa. Censura com amor, censura com explicação dos motivos, não é mal; é bem! Ninguém é feliz na vida fazendo tudo que quer, ninguém amadurece se não conhece limites; ninguém é verdadeiramente humano se não edifica a vida sobre valores sólidos… E ninguém terá valores sólidos se não aprende desde cedo a escolher, selecionar, buscar o que é belo e bom, evitando o que polui o coração, mancha a consciência e deturpa a razão!

Aqui não se trata de ser moralista, mas de chamar atenção para uma realidade muito grave que tem provocado danos seríssimos na sociedade. Quem dera que de um modo ou de outro, estas linha de editorial servissem para fazer pensar e discutir e modificar o comportamento e as atitudes de algumas pessoas diante dos meios de comunicação.
http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/28414-o-lixo-big-brother-bispo-da-igreja-se-manifesta-sobre-programa

Dom Bento Albertin, OSB
Msn: dombento.osb@gmail.com
Skype: dombento.osb
Twitter: http://twitter.com/dombento

Auto Controle

Postado em Não categorizado em 22/01/2012 por Dom JJRastero

Se eu fosse alguém de suma importância como penso ser, talvez tivesse um pouco mais de atenção daquelas pessoas que julgo serem importantes para minha vida, com as quais me importo e procuro esporadicamente, para agradar e provocar. Mas, na realidade, continuo sendo mais um na multidão e, claro, lutando para não ser comum e tão fútil quanto os outros (nada pessoal, apenas crítico para minhas percepções).

Cheguei nesta brilhante dedução depois de pequenos acontecimentos que estimularam, de modo ridículo, os grandes pensadores da atualidade: o povo sem nexo. A grande massa funcionalmente analfabeta que olha para tudo e não enxerga nada. Capaz de propagar, com convicção, as idéias mais absurdas e irreverentes, com a força de um peido recém liberto… Estridente, perceptível e incomodo, mas que tem duração mínima, sem relevância à longo prazo.

ScreamJJFaço parte do bolo (não fecal) do “Temos que fazer graça”, rirmos de tudo, sermos despojados, descolados e mantendo a mente aberta, evitando preocupações exageradas e cardiomiopatias precoces. Não guardando tristezas como motivo de vida (ou razão de isolamento), mas para tudo existe um limíte. Chega um momento em que as irreverências se tornam agressões, desrespeitos e levam alguns indivíduos para o lado negro da emoção e à falta de brilho nos olhos… Pare antes que haja sangue nos olhos de alguém!

Temos que questionar sempre “o que estou fazendo agrada a poucos ou atinge a todos?”, a fim do compromisso de manter o mínimo de responsabilidade com nossas próprias atitudes, acompanhados ou mesmo quando estamos sozinhos. Pois, mesmo que não seja muito importante esse auto policiamento hoje, um pouco mais adiante fará toda a diferênça do mundo. E quem sabe, no mundo de mais alguém, além de nós mesmos.

O VERDADEIRO FOCO DO NATAL (Adaptado)

Postado em Não categorizado em 23/12/2011 por Dom JJRastero

Chegamos a mais um natal: ruas enfeitadas, vitrines coloridas, árvores iluminadas, músicas inspirativas, décimo terceiro salário, presentes comprados e trocados, mesas fartas, alegria e o novo batendo às portas: roupa nova, carro novo, vida nova….

Apesar de não fazer parte de nossa realidade por mais um natal existirá as famosas caixinhas, pessoas esmolando pelas esquinas da nossa cidade, mesas sem comida, corre-corre sem compras, fim de ano sem salário, remendos novos na roupa velha, o trânsito matando o pedestre, o menino sem sapatos, miséria, tristeza e ilusão… e uma incômoda sensação de que tudo não passa de meras repetições…

Note como a história se repete, o desprezo do passado, que impediu Jesus de nascer numa hospedaria, repete-se aos milhares por muitos lares do nosso país, onde Ele uma vez mais será um mero coadjuvante numa festa em que deveria ter total centralidade.

O problema do natal hoje é que, na maioria das casas, o aniversariante mais uma vez vai ser tratado com indiferença, superficialidade, banalidade, insensibilidade ou quando muito com uma religiosidade fria e estéril.

Alias comemoramos o aniversário fora da data do nascimento, pois se Jesus tivesse nascido em dezembro teria morrido de frio. E ainda como o messias teria que nascer na festa de Tabernáculo (setembro ou outubro). Em dezembro foi uma associação que o Império Romano fez para celebrar o nascimento do Deus Solis.

Por isso, neste natal, muito mais do que dar e receber presentes, é imprescindível fazer-se presente diante do aniversariante Jesus, com um coração aberto, genuinamente convertido, liberto de mágoas, ressentimentos e impulsos negativos.

Vamos fazer um natal relevante com um coração cheio de generosidade, solidariedade, amizade e afeto, levando adiante o amor do Cristo que se fez menino em Belém para que pudéssemos, através de Sua morte e ressurreição em Jerusalém, ter um lugar definitivo, ao Seu lado. Este deve ser o verdadeiro foco do natal!

Que Deus abençoe a você e a sua família e que faça deste o melhor Natal de sua vida!

A relação pais e filhos hoje – a parentalidade e as transformações no mundo do trabalho (Beatriz G. Mizhari)

Postado em Não categorizado em 18/10/2011 por Dom JJRastero

http://www.editora.vrc.puc-rio.br

Recentemente, Beatriz Gang Mizrahi "A creche poderia ser um espaço rico para a troca de experiências no sentido de uma comunidade onde os pais se vissem menos sozinhos no trato com seus filhos e compartilhassem as suas experiências. Entretanto muitos pais ainda se vêem muito passivos diante da figura do professor, do educador. A proposta é, então, aproveitar o espaço da creche para estabelecer um meio no qual os pais possam pensar a educação de seus filhos ao invés de apenas se submeterem aos especialistas".concluiu o mestrado em Psicologia, cuja dissertação originou o livro A relação pais e filhos hoje – a parentalidade e as transformações no mundo do trabalho, publicado pela Editora PUC-Rio/ Edições Loyola. A obra trata dos impasses que o mundo globalizado traz para a família no que toca o relacionamento com os filhos e como o aumento das exigências no mundo do trabalho se traduz em grandes expectativas de performance educacional sobre as crianças.

A sobrecarga dos pais tem forte influência no atual modelo de educação infantil. Eles se dedicam cada vez mais ao trabalho na medida em que não contam com as garantias e a segurança de antes, numa árdua tentativa de conquistar ou manter suas posições. Mas como conjugar a vida profissional e uma relação viva e afetiva com os filhos?

Nesta entrevista à Editora PUC-Rio, a autora – doutoranda do  Departamento de Psicologia da PUC-Rio – revela como a instabilidade na esfera produtiva invade a relação pais e filhos, comenta a elaboração de sua pesquisa e antecipa seus futuros projetos.

Editora PUC-Rio: Qual é a sua linha de pesquisa atualmente? Que questões lhe motivaram?

Beatriz Gang Mizrahi: Terminei uma especialização em saúde mental infanto-juvenil, com uma questão que me intrigava: as crianças, em idade cada vez mais precoce, têm entrado na creche – um fato relativamente novo em se tratando da classe média. A creche, embora seja potencialmente um espaço rico de troca de experiências, onde cada família poderia não sentir-se tão solitária diante da tarefa de cuidar das crianças, não chega, em geral a exercer esse papel de comunidade.

Os pais são, muitas vezes, colocados numa posição passiva diante da figura do professor, do educador. A proposta que então me ocorreu foi a de aproveitar o espaço da creche para estabelecer uma maior comunicação entre as pessoas, um momento onde pudessem pensar juntas na educação de seus filhos, ao invés de simplesmente acatar a posição dos especialistas. Através de grupos de reflexão em algumas escolas, apresentávamos certos temas, por exemplo, o consumismo na infância, mas estes eram apenas pretextos para que os pais pudessem trocar as suas experiências. Desenvolvemos, simultaneamente, um trabalho também com os educadores. Elaboramos um curso sobre desenvolvimento infantil, oferecendo um espaço também para que os educadores pudessem compartilhar as suas experiências, diante de um olhar nosso, ou seja de gente de fora da instituição, o que complementaria o olhar deles que também é muito importante. Quando elaborei o projeto de mestrado, levei em consideração o tema do trabalho porque ele era muito recorrente na fala dos pais e dos educadores. Muitos pais procuravam a creche em meio à intensa demanda de trabalho. Vários deles esperavam que essa instituição estimulasse a autonomia infantil, que já devesse preparar a criança desde muito pequena para as experiências difíceis que enfrentaria um dia no mercado de trabalho. Cheguei agora ao doutorado, e estudo a questão da cultura dentro do pensamento de Winnicott – psicanalista que permite uma crítica às exigências atuais de uma autonomia absoluta, na medida em que pensa a "independência" como uma experiência relativa, que pressupõe paradoxalmente o bom suporte ambiental.

Editora PUC-Rio: Qual seria o diferencial do livro "A relação pais e filhos hoje – a parentalidade e as transformações no mundo do trabalho"?

Beatriz Gang Mizrahi: O mundo do trabalho, desde a modernidade concebeu a família nuclear como se o seu funcionamento estivesse dissociado dos outros campos coletivos de interação. Na medida em que foi colocada para a família toda a responsabilidade sobre os filhos, ela foi invadida por um espaço público desvalorizado, ocupado pela impessoalidade do mercado. Esse mundo público reduzido ao econômico, impõe à família o que ela tem que fazer com a criança para formar um futuro trabalhador e consumidor. É aí que entra o especialista, os serviços, o consumo, regulando o exercício da parentalidade. Parece então que o diferencial do livro A relação pais e filhos hoje está na proposição de uma dimensão criativa dessa parentalidade, que não pode ser pensada universalmente. Para isso, é preciso recolocar a parentalidade no diálogo com a esfera pública: que mundo queremos para nossos filhos e para nós? Ao invés de essa resposta ser dada de fora, a partir das exigências do mercado.

Editora PUC-Rio: Como espera que o livro possa contribuir para pensar as atuais relações familiares?

Beatriz Gang Mizrahi: Talvez seja interessante considerarmos que a parentalidade pode ser uma experiência mais ampla, que diz respeito ao cuidado a um outro também no campo social e à satisfação que isso nos traz. Para assumirmos de forma singular e criativa o papel de cuidadores é preciso compartilhar essa experiência no espaço público. A riqueza da esfera íntima pressupõe que exista um espaço social também rico de trocas afetivas, o que depende de uma certa estabilidade no mundo do trabalho, que hoje, ao contrário, se precariza totalmente. Para que possamos nos retirar às vezes do mundo lá fora para o espaço doméstico, por exemplo para cuidarmos de nossos filhos, é preciso que esse mundo "sobreviva", ou seja, que nos ofereça alguma segurança. Ninguém pode ter intimidade com os filhos ou com o parceiro amoroso se vive com medo de perder o emprego. Só um movimento de troca entre a esfera pública e a privada pode permitir que a "Existe sim um desamparo muito grande nessa esfera do trabalho, no sentido de que cada um acaba buscando sozinho o seu lugar, hoje tão incerto. Então, cria-se uma exigência de que a criança, desde muito cedo, aprenda a se bastar sozinha também. As pessoas passam a acreditar que a única maneira de proteger os filhos é desprotegê-los o quanto antes".parentalidade se torne uma experiência rica, e não uma mera imposição na vida de cada um. Se me retiro do mundo, voltando-me para a minha própria intimidade, para ser pai e mãe do meu jeito, ganho também quando posso retornar à esfera social e recriá-la. O livro é uma aposta de que podemos colher bons frutos, se começarmos a ver a parentalidade dessa outra maneira.

Editora PUC-Rio: O que é a parentalidade e qual o sentido político que pode ser atribuído ao termo?

Beatriz Gang Mizrahi: A parentalidade seria um anseio que qualquer um de nós pode ter de recriar o cuidado que recebeu ou recebe de seus pais e do mundo. Tornar-se pai ou mãe, é uma das formas de assumir ativamente o papel de "cuidador", e isso pode ser gratificante. Esta idéia precisa ser pensada de forma ampla – pois a atenção não precisa ser destinada somente aos filhos, mas pode ser direcionada para um grupo, um amigo, ou o filho de um parceiro amoroso, por exemplo. Essa dimensão criativa da parentalidade depende do suporte e do diálogo também com os espaços externos à família que compõem a sociedade.

Editora PUC-Rio: Os pais crêem na eficácia da escola ou creche em suprir deficiências ou complementar a educação familiar?

Beatriz Gang Mizrahi: Os pais delegam essa responsabilidade para a escola sim. Principalmente porque estão bastante sobrecarregados no trabalho. Por outro lado, quando fazem isso, muitas vezes também esperam que a escola possa fazer essa criança vir a corresponder, no futuro, a um determinado modelo de trabalhador, o que hoje pressupõe lidar sozinho com as coisas. Esperam que a criança possa ser autônoma, independente, e que possa se ajustar à qualquer mudança no ambiente, conforme as exigências atuais da chamada "flexibilidade" no trabalho. Mas precisamos lembrar que não se trata de culpar os pais, pois essa situação tem sido muito difícil para todos.

Editora PUC-Rio: Quais são as principais transformações que têm ocorrido na família brasileira?

Beatriz Gang Mizrahi: A família nuclear não é mais a referência principal. No entanto, ao mesmo tempo, essa mudança também se relaciona com certas mudanças no mundo do trabalho. O sujeito hoje é tanto "melhor" profissional quanto mais livre de vínculos estiver para poder viajar a trabalho, morar fora e estar completamente disponível para os clientes. É como se quaisquer vínculos estáveis comprometessem essa suposta liberdade. Coloco uma outra questão: será que essas mudanças na família trouxeram invariavelmente a liberdade ou colocaram também uma exigência de que você não se vincule a nada nem a ninguém? Isso não significa que tenha que haver um retorno àquela família nuclear e fechada em si mesmo… Acho que esse modelo se constituiu, em determinado momento da história, para servir a um certo funcionamento do capitalismo que hoje já não é mais o mesmo… Ainda há outros casos que exemplificam essas transformações familiares. Hoje alguns casais com filhos acabam tendo que morar com seus próprios pais porque está difícil sustentar uma família. As avós, por outro lado, outrora disponíveis para cuidar de seus netos, também estão na mesma correria.

Editora PUC-Rio: Como o trabalho, ou a ausência dele, influencia na relação entre os membros de uma família?

Beatriz Gang Mizrahi: Pelo que observei existe sim um desamparo muito grande nessa esfera do trabalho, no sentido de que cada um hoje deve encontrar sozinho o seu próprio lugar. Então, cria-se uma exigência de que a criança, desde muito cedo, aprenda também a bastar-se sozinha. A concepção da criança como aquela que precisa de cuidados, parece estar enfraquecida. A família, desde a era moderna, tornou-se responsável por formar o trabalhador desde a infância. Entretanto, quando surgiram certas proteções sociais ao longo do século XX a contradição entre a função protetora da família com as crianças e o mundo do trabalho para o qual se preparavam não foi tão grande. A partir do momento que houve maior desproteção nesta esfera produtiva, acirraram-se as diferenças entre o íntimo protetor e o externo desprotetor, sendo até mesmo difícil hoje sustentar a idéia de infância. Hoje se pensa que a "melhor" forma de "proteger" a criança é desprotegê-la o quanto antes. Daí toda a popularidade da idéia de que o que falta aos pais é "colocar limite". Mas a própria idéia do limite implica uma participação, uma presença. Tenho certo cuidado ao utilizar a palavra limite, pois acho que em geral se pensa o limite como aquilo que cerceia. Podemos pensar ao contrário que "limite" é aquilo que o adulto coloca como resistência para permitir a criatividade da criança, e que também pode auxiliá-la a se posicionar, a tornar-se um ser diferente, distinto dos pais. Mas como os pais vão oferecer resistência a qualquer coisa se estão tão passivos diante do mercado de trabalho? Se os próprios adultos não podem se organizar, se queixar e não têm tempo para ouvir, como é que podem dizer "não" para a criança? Dizer "não" implica em ouvir a criança, permitir o seu posicionamento ainda que isso não implique em ceder.

Editora PUC-Rio: A entrada da mulher no mercado de trabalho provocou profundas mudanças no desenvolvimento da família. Até que ponto isto alterou o desenvolvimento/ crescimento dos filhos? Ainda existem aquelas mães que sentem remorso e culpa por trabalharem fora?

Beatriz Gang Mizrahi: A família é cada vez mais responsabilizada pela criação dos filhos. Sem contar com apoio social, muitas vezes os educadores enfatizam a culpa. Porque se os pais trazem toda uma riqueza de dificuldades para eles em relação a conciliar trabalho e filhos, o que escutam de volta é que cabe somente a eles a tarefa de administrar o tempo e de impor limites aos filhos. Não se pensa que os pais precisam de um contexto no qual esse cuidado possa se realizar.

Editora PUC-Rio: O que é melhor para a mãe que trabalha fora: deixar o filho na creche, com a avó ou com uma babá?

Beatriz Gang Mizrahi: Tento evitar fechar uma questão como essa, pois cada criança e cada relação são únicas. O melhor lugar para deixá-la é, em geral, naquele ambiente no qual os pais se sentem também ouvidos. A criança precisa ter a sua singularidade respeitada e, para isso, os pais são importantes porque conhecem seus filhos há mais tempo. Algumas creches podem muito bem, dentro das suas limitações, tornar-se acolhedoras, por exemplo, respeitando a relação criança/berçarista, dispondo de mais pessoas disponíveis para atendê-la. Mas isso pode incluir maiores gastos, sendo preciso questionar o caráter empresarial da creche.

Editora PUC-Rio: Como se escolhe uma boa creche, uma boa escola? Que requisitos ela deve ter?

Beatriz Gang Mizrahi: Penso, por exemplo, que é importante verificar o número de berçaristas por criança. Se ela vai ter que disputar uma berçarista, configura-se, desde o início, uma relação de disputa semelhante à do mercado de trabalho. Do mesmo modo, é preciso observar se a creche não vai sobrecarregar a criança com um exagerado número de atividades. Não seria mais rica uma creche onde as atividades fossem menos dirigidas e que não houvesse um excesso na proposição de tarefas?

Editora PUC-Rio: Essa busca por conhecimentos/ informações também já atingiu as crianças. É saudável fazer várias atividades extraclasse (judô, balé, inglês, espanhol, informática, música, etc) ao mesmo tempo? Na ânsia de ver os filhos bem preparados para o mercado de trabalho, não fica faltando tempo para as crianças brincarem, ou serem simplesmente crianças?

Beatriz Gang Mizrahi: É como se a criança fosse sempre interrompida, ela propõe algo e o adulto logo já chega para dirigi-la. As brincadeiras começam a parecer uma linha de produção e é necessário fugir disso. Falta tempo sim, para que elas sejam simplesmente crianças, de modo que o espontâneo possa fluir, um espontâneo que por sua vez não equivale ao inato, mas que já é fruto das relações humanas. Parece que até as brincadeiras de hoje se tornaram um trabalho, naquele sentido de uma obrigação imposta de fora. Um exemplo pode ser observado nas festas infantis. Há um animador que conduz as brincadeiras, que faz as propostas e que "direciona" as crianças. Antigamente, havia uma mesa com o bolo, música e alguns balões. E as crianças sempre souberam o que fazer…

Editora PUC-Rio: Como você avalia o acúmulo de funções da mulher moderna?

Beatriz Gang Mizrahi: Tem um autor, Cristopher Lasch, que nos fala que a família foi considerada a grande culpada pela opressão feminina e que isso não levou a uma transformação mais ampla. Por que não culpar o mercado de trabalho que não tem permitido a homens e mulheres o tempo e a disponibilidade para seus filhos? Doar-se para um filho não precisa ser um peso em relação a um suposto anseio egoísta universal que levaria a mulher a desejar, sobretudo, a sua ascensão profissional. Cuidar de um filho também pode ser enriquecedor.

Editora PUC-Rio: Quais são seus próximos projetos?

Beatriz Gang Mizrahi: Prossigo com o trabalho que desenvolvo em escolas e tenho esperança de que ele possa crescer mais, futuramente. No momento sou eu e mais três colegas, mas esperamos ampliar o trabalho. Não só os educadores, mas também os pediatras estão se deparando com questões novas que tocam a criança no contexto contemporâneo, desde como a "febre" do consumo tem atingido a infância, até um maior número de meninas que menstruam e desenvolvem-se mais cedo. Gostaríamos de trocar experiências com novos grupos de pais e educadores, e com outros profissionais que lidam com as crianças.

Defeito de Mulher.

Postado em Não categorizado em 18/09/2011 por Dom JJRastero

Quando Deus fez a mulher, já estava nas horas extras de seu sexto dia de trabalho.
Um anjo apareceu e perguntou:
- Senhor, por que gastas tanto tempo com esta criatura?
E o Senhor respondeu:
- Você viu a ‘Folha de Especificações’para ela? Ela deve ser completamente flexível, porém não será de plástico, deve ter mais de 200 partes móveis, todas arredondadas e macias e deve ser capaz de funcionar com uma dieta rígida, ter um colo que possa acomodar quatro crianças ao mesmo tempo, ter um beijo que possa curar desde um joelho raspado até um coração ferido.
O anjo se maravilhou com os requisitos e indagou curioso:
- E este é somente o modelo Standard?
E ponderou:
- Senhor, é muito trabalho para um só dia, espere até amanhã para terminá-la.
E o senhor retrucou:
Não. Estou muito perto de terminar e esta criação é a favorita de Meu próprio coração. Ela se cura sozinha, quando está doente; e pode trabalhar 18 horas por dia.
O anjo se aproximou mais e tocou a mulher.
- Porém a fizeste tão suave Senhor!
E Deus disse:
- É suave, porém, a fiz também forte. Não tens idéia do que pode agüentar ou conseguir.
- Será capaz de pensar? – perguntou o anjo.
Deus respondeu:
- Não somente será capaz de pensar, mas também de raciocinar e negociar, mesmo que pareça ser desligada ela prestará atenção em tudo o que for importante.
Então, notando algo, o anjo estendeu a mão e tocou a pálpebra da mulher…
- Senhor, parece que este modelo tem um vazamento… Eu Te disse que estavas colocando muitas coisas nela.
- Isso não é nenhum vazamento… . É uma lágrima – corrigiu o Senhor.
- Para que serve a lágrima?’ – perguntou o anjo.
E Deus disse:
- As lágrimas são sua maneira de expressar seu amor, sua alegria, sua sorte, suas penas, seu desengano, sua solidão, seu sofrimento e seu orgulho.
Isto impressionou muito ao anjo.
- És um gênio, Senhor. Pensaste em tudo. A mulher é verdadeiramente maravilhosa.
- Sim, ela é! A mulher tem forças que maravilham os homens. Agüentam dificuldades, carregam grandes cargas físicas e emocionais, porém, têm amor e sorte. Sorriem, quando querem gritar. Cantam, quando querem chorar. Choram, quando estão felizes e riem, quando estão nervosas. Lutam pelo que acreditam. Enfrentam a injustiça. Não aceitam ‘não’ como resposta, quando elas acreditam que haja uma solução melhor. Privam-se, para que sua família possa ter algo. Vão ao médico com uma amiga que tem medo de ir sozinha. Amam incondicionalmente. Choram quando seus filhos não triunfam e se alegram quando suas amizades conseguem prêmios. São felizes, quando ouvem falar de um nascimento ou casamento. Seu coração se despedaça, quando morre uma amiga. Sofrem com a perda de um ser querido, mas são ainda mais fortes quando pensam que já não há mais forças.Sabem que um beijo e um abraço podem ajudar a curar um coração ferido. Porém, há um defeito que não consegui corrigir:

mulher

-É que às vezes elas se esquecem o quanto valem!

RECEITA DA DONA “MARIA JILÓ” (Via E-mail)

Postado em Não categorizado em 17/09/2011 por Dom JJRastero

Dona “Maria Jiló” é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo dia às 08 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão.
E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra  solução.
Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.
Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.
- Ah, eu adoro essas cortinas…
-  Dona “Maria Jiló”, a senhora ainda nem viu seu quarto… Espera um  pouco…
- Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada… Vai depender de como eu preparo minha expectativa.
E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo.
Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem…
Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
- Simples assim?
- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e todos podem aprender, e exigiu de mim um certo ‘treino’ pelos anos afora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em consequência, os sentimentos.
Calmamente ela continuou:
-  Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidade na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.

Depois me pediu para anotar: COMO MANTER-SE JOVEM
1
. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura.
Deixe que os médicos se preocupem com isso.
2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo (Lembre-se disto se for um desses depressivos!).
3. Aprenda  sempre: Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.
‘Uma mente preguiçosa é a oficina do Alemão.’ E o nome do Alemão é Alzheimer!
4. Aprecie mais as pequenas coisas – Aprecie mais.
5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar.
E se tiver um amigo que o faça rir,  passe muito e muito tempo com ele /ela!
6. Quando as lágrimas aparecerem, aguente, sofra e ultrapasse.
A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios.
VIVA enquanto estiver vivo.
7. Rodeie-se das coisas que ama: Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja.
O seu lar é o seu refúgio. Não o descarte.
8. Tome cuidado com a sua saúde:
Se é boa, mantenha-a.
Se é instável, melhore-a.
Se não consegue melhorá-la , procure ajuda.
9. Não faça viagens de culpa… Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa.
10. Diga às pessoas que as ama e que ama a cada oportunidade de estar com elas.

Se puder, pelo menos, partilhe com alguém!
“O mundo é de quem se atreve.”

Nove Dicas Para Metas Bem Sucedidas

Postado em Não categorizado em 11/09/2011 por Dom JJRastero

Ópticas Charmi’s Vision

1- Metas eficazes são escritas - Escreva suas metas, isso incentiva à cumpri-las.

Quer que sua meta seja alcançada? Escreva-as .

2- Especifiquem suas metas - Seja detalhista ao especificar suas metas.

Qual é o carro que você quer, como ele é? Qual a casa dos seus sonhos? Quanto você quer ganhar? Com base na sua meta é que você tem condições de estabelecer um plano.

3- As metas devem ser visualizadas - O Não das pessoas não é maior que os teus sonhos.

Os teus sonhos são o reflexo de quem você é! O cérebro trabalha melhor quando se define o que ele vê. Torne suas metas visíveis lendo-as várias vezes ao dia, isso ajudará o seu comando mental a formar e definir tais conquistas. Pessoas de sucesso têm a capacidade de tomar decisões em menos de um minuto.

“Napoleon Hill disse: Todas as pessoas bem sucedidas lêem três vezes ao dia seus objetivos.”

Frase célebre de Napoleon Hill: “Se minha mente consegue imaginar, então eu consigo realizar”.

4- Metas têm que ser alcançáveis - Temos que ser realistas e alcançar uma coisa de cada vez.

Se colocarmos metas muito altas na frente das pequenas nos frustramos. Temos que ser realistas e tendo bom senso, tudo é uma questão de tempo.

5- As metas têm prazos realistas - Não é mágica, no mundo dos negócios não existe mágica.

Todo mundo que tenta facilidade e que não querem pagar o preço perdem e se frustram. Coloque as coisas num prazo, tudo na vida passa por um processo de amadurecimento. Tudo tem seu tempo!

6- As metas são administráveis - Quando você atingir uma meta, trace um novo plano para alcançar outro objetivo e assim por diante.

7- As metas são analisadas - Você tem que ter uma segunda linha de ação.

Ex: Numa formatura num quartel, se chover é feita num salão coberto e se não é feito ao ar livre. Procure eliminar alguns problemas e minorar aqueles que ainda não dá para eliminar. Você vai encontrar todo tipo de pessoas. Pessoas que vão parar no meio da caminhada e pessoas que vão continuar. Quem quer faz e quem não quer dá desculpas

8- As metas precisam de revisão - Quando algo não esta dando certo, analise.

Revise sempre sua meta, altere algumas coisas. As metas incluem revisão regular do avanço.

9- As metas geram recompensas - Você alcançou uma meta? Parabéns!

Se presenteie. Não use todo dinheiro do seu negócio para pagar contas, tire uma parte para se presentear. Ninguém gosta de trabalhar sem ser recompensado. Afinal você merece, você conseguiu!

Conclusão: Viver é sonhar Não abandone seus sonhos.

Acredite que todas as situações podem mudar, mas a única pessoa que pode impedir teu sucesso esta diante de você, é só você olhar num espelho.

Você pode vencer!

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.